Praias e piscinas naturais da Madeira: o plano B para dias sem percurso
A Madeira não é um destino clássico de praia, e é exatamente por isso que os banhos aqui são tão bons: piscinas de lava renovadas pelo oceano, areia preta, baías de calhau e duas praias de areia dourada importada. Trate esta lista como um plano B para o dia em que a serra fica afogada em nuvens ou o IFCN fecha o percurso: na costa costuma brilhar o sol, e o mar anda por uns 19 a 24 °C na maior parte do ano. Em cada sítio sugerimos os percursos PR com que combina naturalmente num só dia.
Funchal e arredores
Praia Formosa
Funchal
A maior zona balnear do Funchal: uma sequência de praias de areia preta e calhau, ligada por uma promenade que leva até Câmara de Lobos. Entrada livre, duches e cafés no local; de manhã está mais calmo, à tarde o vento aparece. Boa forma de fechar um dia de cidade ou a descida do Caminho Real do Monte (PR 3.1).
Piscinas naturais minúsculas na rocha de lava ao fim da promenade da Praia Formosa, com um restaurante famoso pelas lapas no terraço por cima. A água renova-se a cada onda, por isso é limpa e fresca; use as escadas e os degraus, a rocha escorrega. Um dos banhos preferidos de quem vive no lado oeste do Funchal.
Uma baía de calhau sob a falésia do Cristo Rei, no coração da reserva marinha do Garajau: a água mais limpa para snorkel deste lado da ilha, muitas vezes com peixes curiosos mesmo à beira. Desce-se por uma estrada íngreme em curvas, e às vezes funciona também um teleférico. Leve sapatos de água, a entrada faz-se por pedras.
Uma praia de calhau com um renque de palmeiras mesmo debaixo da aproximação ao aeroporto: os aviões passam baixinho, o que faz do banho uma atração à parte. Ao lado ficam o complexo balnear da vila e o passeio de Santa Cruz. Perfeita para as últimas horas antes do voo, o terminal fica a minutos.
Uma baía de calhau com quebra-mar e um complexo balnear abrigado ao fim do passeio; a vila junta cafés, mercado e um grande parque de estacionamento mesmo à beira-mar. É a descida natural do núcleo da Encumeada: depois do Pináculo e Folhadal (PR 17) ou do Chão dos Louros (PR 22) está aqui a tomar banho em meia hora.
Uma fajã isolada do mundo sob uma falésia a pique: vinhas, mangueiras e uma praia de calhau com cais, alcançada por um teleférico pago ou de barco. Lá em baixo há um restaurante e um sossego que não se encontra em mais lado nenhum do sul. Confirme os horários de regresso do teleférico antes de estender a toalha.
Uma baía de calhau entre dois túneis, com música dos bares do passeio ao fim do dia; a vila tem fama de ser o canto mais soalheiro da ilha. As falésias cortam o vento, por isso até no inverno se está bem. Por cima correm a Levada do Moinho (PR 7) e a gratuita Levada Nova, com a cascata sobre a estrada.
Duas baías de areia dourada importada atrás dos quebra-mares da marina: a água mais calma para nadar no sudoeste, boa também com crianças. Apoios de praia, aluguer de equipamento náutico e cafés no local. O par clássico com o Rabaçal: 25 Fontes (PR 6) ou Risco (PR 6.1) de manhã, praia à tarde.
Uma vila de surf ao pé das falésias: calhau, um mar quase sempre com ondulação e poentes a toda a largura do horizonte. Banhos só com o mar calmo, na zona do porto, porque as correntes puxam a sério. O Caminho Real do Paul do Mar (PR 19) desce direto à vila, e o vizinho Jardim do Mar (PR 20) fecha a tarde.
As piscinas de lava mais famosas da Madeira: o complexo arranjado, com apoios, é pago, e as poças mais selvagens junto ao antigo aquário fecham por vezes depois dos temporais. O mar galga os muros de rocha e renova a água sem parar, por isso o banho é seguro mesmo com ondulação. O final natural de um dia no Fanal (PR 13) ou na Ribeira da Janela (PR 15).
Areia preta numa baía natural sob falésias verdes: uma das poucas praias de areia a sério da ilha e talvez o cenário de banho mais bonito da Madeira. Junto ao porto há pequenas piscinas naturais, e logo a seguir à curva fica o miradouro da cascata do Véu da Noiva. Depois da Levada Fajã do Rodrigues (PR 16) chega cá em quinze minutos de carro.
Um complexo balnear de água do mar mesmo ao lado da igreja à beira-mar, famosa pelo arraial anual; de resto, um sossego que não se encontra no sul da ilha. Piscinas, apoios e vista para as falésias da Boaventura. Uma paragem cómoda depois de descer o PR 2 pelo vale do Urzal ou depois da Levada do Rei (PR 18).
Areia dourada importada na baía larga da antiga primeira capital da ilha: pouco funda, calma e com todos os apoios, a praia de areia mais cómoda do leste. Estacionamento e paragens de autocarro ali mesmo. De manhã a mata das Funduras (PR 5) ou a península de São Lourenço (PR 8), à tarde banho e uma espetada na vila.
Uma baía pequena de areia escura natural aos pés do Pico do Facho, a única assim a caminho da península de São Lourenço. Do estacionamento junto à capela desce-se por degraus, e no verão funciona um bar; fora da época fica vazia e selvagem. Depois do PR 8 é o sítio mais perto para tirar o pó da península.
Praias pretas aos pés da Penha de Águia: a recatada Alagoa junto ao velho engenho de rum e a Maiata, de surf, para lá do cabeço. A ondulação e a corrente fazem parte da paisagem, por isso tome banho com o mar calmo ou na piscina da vila, no passeio marítimo. A descida da Portela depois da Levada do Furado (PR 10) termina mesmo aqui.
O Atlântico mantém a força mesmo nos dias de sol: ondas maiores e correntes acontecem com bom tempo, sobretudo na costa norte e no inverno. Entre na água onde os locais tomam banho, respeite as bandeiras nos complexos vigiados e leve sapatos de água para o calhau. Horários e taxas mudam com a época; as indicações são aproximadas e o mar tem sempre razão.